Esse espaço sempre foi maravilhoso para chorar minhas mágoas. Eu queria agradecer.
Brigado.
—since 2008—
Esse espaço sempre foi maravilhoso para chorar minhas mágoas. Eu queria agradecer.
Brigado.
—since 2008—
Que droga.
Eu já sabia disso e de outras coisas há algum tempo, a questão é que já tentei ser um criativo independente e deu merda, pra variar, porque eu não tenho estribeiras, e como já bem me disseram, tenho sérios problemas de—falte de—empatia, de modo a não conseguir levar a sério os problemas dos outros.
E, apesar de não gostar de ter que fazer as coisas num tempo que não era meu, ter que acordar cedo e depender do infernal transporte público sob o calor escaldante do Recife:
Voltei a trabalhar em escritório para poder ter um sensação de segurança —e fazer compras parceladas sabendo que no mês que vem ir ter grana certa.
A questão é que não quero voltar a trabalhar em escritório, ter que me justificar o tempo todo e ser subjugado a pessoas que confundem verbo no infinitivo com a terceira pessoa no singular do presente. Essa vida não é pra mim
Além do mais, no mercado daqui as pessoas pagam pouco pelo desgaste e quase nunca se pode fazer coisas que quebram ideias pré-fabricadas; seja pela clientela que não está preparada para aprovar algo ousado ou pela tromba de diretores de criação que implicam e suprimem ideias bacanas para não perderem o posto de gênios criativos do pedaço. Consigo pensar em vários episódios.
No final das contas minha dedicação era equivalente às minhas impressões da atmosfera.
“Ah, Caio, mas tem que ralar”
A culpa é minha por não querer uma vida medíocre de assalariado, num mercado ainda em desenvolvimento mas já cheio de dogmas e manias feias, eu sei. A questão é que eu tive minha chance de sair dessa cilada e, como falei no início, desperdicei.
Todavia:
Estou me dando outra chance de tentar outras coisas agora. Adoro ser designer e sei que sou bom nisso. Mas foi por amor que comecei esse ofício, e não quero estragar o talento que a vida me deu fazendo projetos ruins e estragando coisas lindas for the sake of making stuff more marketable.
Vou deixar de ser sedentário, vou aprender a tocar teclado e começar a produzir minhas próprias músicas. Vou aprimorar meus skills de ilustração, vou aprender a cozinhar melhor. Fiz uma tatuagem!!!! Quero voltar a fazer festas incríveis com toda a dedicação que eu tinha no início. Sei lá, vou fazer coisas. Não quero mofar.
Lição aprendida:
Nunca é tarde para ser feliz e se econtrar. Eu ainda não cheguei ao fim, mas estou novamente esperançoso. Sou uma alma livre.
Fin.
PS: Se você leu isso e se comoveu, e quer me ajudar, me dê dinheiro. Assim poderei me dedicar às mais variadas atividades e ainda pagar minhas contas.
Banco Itaú, Ag 1247 Conta 65714-9.
Sobre o blog
Eu o tenho há uns quatro anos. Em 2008 comecei a postar textos que me mostravam de maneira bastante crua e que expunham meus sentimentos em meio às muitas metáforas que eu empregava de forma muito… erm… criativa. Lendo esses textos há algumas semanas eu me perguntei o porquê de tantas metáforas, e hoje me lembrei da resposta: era pra tentar mascarar um pouco o que se passava na minha cabeça e me fazer parecer menos óbvio e raso—e também exigir do suposto leitor um esforço mental para entender minhas linhas; se ele não entendesse, ótimo, me preservaria de tamanha exposição (o que não faz muito sentido uma vez que eu havia publicado meu íntimo, mas ajudava com a consciência pesada, acredite). Muitos posts foram apagados. Me arrependo—eu poderia só tê-los não-publicados para consultas posteriores.
Eu há mais de um ano não sentia a necessidade de escrever aqui. Me fez parar também a quantidade de olhares que o blog atrairia, muito maior do que num passado próximo. Exposição realmente desnecessária. Olha, continuo sendo um merda/ninguém, mas às vezes sinto saudade de ser o bostinha que eu era antes, quando só meia dúzia de internautas (desculpa, juro que não consegui pensar em outra palavra) iria aparecer por aqui; e eu podia falar tudo o que eu quisesse sem ninguém me perguntado o que eu tinha no outro dia (e mais um monte de repercussão indesejada/constrangedora.).
Sobre escrever no blog
É sempre assim: não consigo dormir cheio de pensamentos, abro o wordpress e consigo gerar posts enormes rápida e organicamente. (tinha esquecido como isso era bom e mágico, e acabei de lembrar, pouco antes de terminar essa sentença).
Sobre agora
Quem me conhece e mantém contato comigo há mais de quatro anos sabe como tudo pra mim aconteceu de forma muito rápida. Talvez até agora eu não tenho assimilado tudo muito bem, e esteja overwhelmed com a quantidade de informações e acontecimentos. O final de 2009 e todo o ano de 2010 foram tempos em que minha vida profissional se alavancou juntamente com minha experiência no campo afetivo (aprendi um monte de coisa, mas de vem em quando me acho um newbie).
Viver em fast forward pode parecer massa, mas a sensação que tenho às vezes é de alienação e de uma existência no vácuo. Há uns dois anos eu não me sentia assim—e acredito que publiquei algo nesse período, transliterando a sensação de forma merecedora de um parabém. Tô assim meio sem rumo, com as horas de sono fodidas e cheio de coisas para fazer que não faço devido à excelente eficácia do meu mecanismo de auto-boicote. Parece que de algum jeito abri mão do processo de ser quem eu tanto queria ser, da minha ruptura de uma vida sem sentido pra algo empolgante que, de um modo que só eu reconheço, estava indo muito bem (obrigado). Me sinto muito só, minha rotina me engoliu e me desrespeito de maneira prodigiosa.
Tenho a recorrente sensação que eu não tenho uma lugar pra chamar de lar, um lugar pra pertencer. Me incomoda muito a ideia de uma vida sem emoção e da impossibilidade de fazer coisas diferentes todos os dias e de não estar aprendendo nada novo, nem levando pra frente as ideias boas que tenho. Meu dia-a-dia virou uma campanha sem causa, com algumas fixações e problemas inventados pra encher o vazio. Tenho que fazer algumas coisa, e eu sei que só vou melhorar quando, mais uma vez, eu tirar da cartola uma forma nova de me reinventar, seja lá o que isso for.
Nunca mencionei aqui o meu relacionamento com a minha mãe. Ele sempre foi tranquilo, e costumava ser maravilhoso, até pouco depois das batalhas que travei com ela pra poder virar gente. Sou filho único de mãe solteira, e na infância ela se acostumou a saber tudo sobre mim; minha mãe era minha melhor amiga. Eu era superprotegido. Com 16 anos eu não ia dormir nem na casa de nenhum amiguinho do colégio. Com 17 anos eu despiroquei, fugi de casa algumas vezes e tive que usar de um tratamento de choque nos meus pais pra que eu tivesse minha liberdade. Eu construí uma barreira entra mim e minha genitora—era como se o minha convivência com ela representasse a cassação do meu direito de ir pra onde eu quisesse e fazer o que eu bem entendesse. Só estou contando isso pra dizer que, até hoje, por causa disso minha conexão com Dona Alves (mentira, ela nem tem Alves no nome) é uma droga. Mal nos falamos (embora vivamos na mesma casa) e ela vive reclamando disso com razão. Foi uma ponte que eu queimei e nunca fiz questão de reconstruir. Ficou um bloqueio. Tenho uma fobia de contar pra ela qualquer coisa a meu respeito puramente pelo medo de me sentir de novo com 15 anos, mesmo sabendo que eu cresci e isso é pura paranóia. E agora, estando forever alone nem com a minha mãe eu posso contar pra dividir minhas fraquezas sem me sentir humilhado pela piadinha embebida em mágoa que eu sei que ela vai soltar; afinal tive que provar quão bom eu era em me virar sozinho, e sempre fui muito eficiente nessa arte. (Meu relacionamento com meu pai nunca esteve tão ruim, posso até dizer que além dos protocolos de aniversário e dia dos pais, não existe lá um).
Quero pedir desculpas às pessoas que eu amo: minha mãe, por não reconhecer que ela é uma mãe maravilhosa, que passou por cima de muita coisa por mim; meu pai que sempre esteve lá quando precisei e fez da minha infância menos chata; meu namorado, porque eu sei que estou um saco, fico de cara amarrada por besteira e cobro (mesmo que sem palavras) coisas que só eu posso me dar; meus amigos, por ser um fuleiro e sumir.
PS: Vejam ae
All the immediate unknowns are better than knowing this tired and lonely fate.
Melhor sofrer e conhecer a felicidade do que ficar se protegendo e na vontade.
Amor próprio não é só prudência. É se permitir viver o improvável, assumindo todos os seus riscos, e crescer com isso.
A grande coisa é essa: o medo do risco, da perda, deixa as pessoas estagnadas numa falsa estabilidade.
Quando a felicidade está bem na sala ao lado. Às vezes falta só a coragem de deixar pra trás o que já está lá há muito tempo.
Eu posto meu tarot aqui. Porquê contando parece brincadeira. E ele sempre dá uma dentro. Sempre me cospe na cara o que preciso ouvir. Até mesmo o que não quero. E lá vai. No momento certo, a carta da Torre me diz:
ELIMINANDO O QUE NÃO SERVE MAIS
O arcano XVI emerge como arcano conselheiro para este momento de sua vida, Caio, sugerindo que é chegado um importante momento em sua existência: o tempo para romper com tudo aquilo que não lhe serve mais e que você preservava apenas por manutenção de fachadas. Estas coisas que precisam ser eliminadas podem ser (e geralmente são) internas e têm a ver com hábitos, modelos mentais e expectativas falsas. Mas podem ser também relacionamentos falidos, projetos que não dão em nada, ou seja, qualquer coisa que não faz mais nenhum sentido em sua vida e que você talvez não tenha ainda a coragem de eliminar. Todavia, é preciso agir, caso contrário a negatividade se tornará pior. Enfrente com coragem este momento de varredura radical!
Conselho: A coragem é necessária para enfrentar problemas de difícil solução.
Todo mundo tem seus monstros. Deixo transparecer muita coisa. Nunca tinha parado pra analisar. Legal saber como quem está de fora vê.
A exposição deve ser meu jeito de pedir socorro, ou de encontrar gente que me entende. Acho tudo isso muito mágico.
Outro dia conheci pessoalmente um amigo do twitter que confessou acompanhar a minha vida como uma novela. Achei aquilo incrível
Costumo dizer que sei de cor a lição, mas insisto em não aprender. É aí onde me mostro confuso: Nas minhas ilusões fabricadas.
Eu vivo de esperança. Não só dela. Mas acredito que é a partir daí que se pode conquistar o que não existe de fato.
Então me frusto, me entristeço, caio. Mas me levanto. tendo aprendido cada vez mais um pouquinho.
O carnaval foi se arrastando até o fim do mês de Março. Até a quarta-feira, última do mês. Último dia, última esperança.
De amores vazios, dos dias de folia, de encontros, desencontros. Da montanha-russa de emoções.
Amores de carnaval acabam. Porque a folia é só vertigem, alegria de brincar como se já não houvesse um amanhã.
De repente, amanhece.
Quarta-feira, quinta-feira. E tudo passa, e varrem das ruas o lixo. Dos corações levam as paixões. Do carnaval que se deixou afogar pela maré das circunstâncias.
Uma hora o ano tem que começar, afinal.
…as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. [...] Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso.
O 5 de Espadas como arcano de conselho para este momento de sua vida solicita que você saiba se dar os devidos limites dentro do que você pode e do que não pode fazer, Caio. Não ponha o carro na frente dos bois, nem assuma mais compromissos ou responsabilidades do que você (humanamente) pode. Não se superestime e aprenda a colocar limites em seus próprios movimentos. Agir com prudência agora é a chave, ainda que você se irrite e ache a prudência algo um tanto quanto “covarde”. Encare o que é possível fazer, antes de seguir adiante. Ao contrário do que você pensa, reconhecer e respeitar os próprios limites não é um ato derrotista e sim um ato adulto que lhe permitirá futuramente ultrapassar as coisas que lhe incomodam tanto interna quanto externamente.
As cartas não mentem. Jamais.
POR QUE NÃO ABRIR O CORAÇÃO?
O Tarot, Caio, emite para você o conselho do Ás de Copas. Este arcano pede que, neste momento, você abra mais o seu centro do coração, deixando que a boa vontade e a afetuosidade brotem de sua alma sem expectativas ou condições. Permita que uma qualidade amorosa – que bate forte, pedindo pra sair – seja derramada para todos os cantos, inclusive para aquelas pessoas de quem você menos gosta. Muitas boas surpresas ocorrerão à medida que você compreender que, ao amar sem esperar resultados, os resultados são melhores do que os originalmente esperados. Abra-se ao novo, Caio! Não apenas a pessoas novas, mas também a novos olhares, novas perspectivas, de modo que o encantamento se derrame e você se perceba com a alma limpa, renovada, respirando e irradiando amor, tornando-se uma presença atrativa e desejada. É hora de amar, Caio! Não se importe se as pessoas não lhe correspondem. Você aprenderá, neste momento, que o amor faz bem principalmente a quem o emite. E termina sendo algo beneficamente contagioso: magnetiza e afeta, transformando o mundo em torno de si, tornando-o um lugar melhor.
Conselho: Momento de abrir o coração, de renovar.”
O tarot quer acabar comigo. :/
*update 01.04.10*
Agora eu sei porque não abrir o coração.
Porque quando ele não pensa, a alma padece. O corpo padece.
Às vezes a hipocrisia nada mais é do que o simples fato de querer acreditar numa realidade inventada.
É a esperança disfarçada, com vontade de crer numa projeção do melhor. Do que mais ser quer.
Porque a crença é o ferramenta para se transformar o que não é no que é. A crença é o que se pode ser. Poder. Mudar, fazer. Criar; crer.
Se isso for hipocrisia, dela sou agente. Quero acreditar no que eu mesmo desminto, no que rirão, no que me rirei; Mesmo se um dia eu acordar num súbito e fazer de mim pertencente ao mundo que – dizem ser – real. Sem me arrepender de ter vivido o que me fez bem;
Porque toda forma de vida vale a pena, se nela for possível encontrar a felicidade.
“Ninguém quer encarar os fatos, mas você não vai acreditar no que o amor pode fazer, até que ele aconteça com você”
- Adaptado
“Muitas vezes nos vemos em posição de impotência e somos levados a sacrificar alguns sonhos e a entender que, por mais poderosos que sejamos, existem circunstâncias em que simplesmente nada ou pouco podemos fazer. O Homem Pendurado emerge então como carta conselheira do Tarot para este momento de sua vida, sugerindo a necessidade de cultivar a espera e entender que a impotência é, antes de tudo, uma lição de humildade. Tudo passa e você certamente se abrirá a tempos melhores no futuro, sentindo que seus planos (no momento paralisados) fluirão a contento.”
“Por mais que sejamos”, vivemos em um mundo que, surpeendentemente, não consite só de nossas vontades.
Vou tentar aprender isso.
Eu uma vez ouvi alguma coisa que dizia que algum povo oriental tinha como filosofia aprender a cada dia uma coisa nova. Não sei se isso é fato nem se ouvi errado ou se nem ouvi nada, mas achei isso foda. Juro que eu queria adotar pra minha vida. Olha, eu tento, mesmo que acabe aprendendo sem perceber. Ou não e acho que saio no lucro, que nem promoção de shopping.
É possível tirar lições das mais inusitadas situações. E bom mesmo é quando uma série delas, em sua evidente diferença, se une na promoção de um ensinamento fantástico.
A auto-estima é coisa que pode influenciar uma história de vida com tal intensidade que contada, parece até exagero. Fato é que o que as pessoas esperam de nós é puro reflexo do que esperamos de nós mesmos. É uma questão de ter coragem de nossas convicções. Coragem de acreditar no que se quer, e colocar pra fora. Eu percebi isso de maneira que jamais imaginaria.
Humildade ao meu ver não é pequenez: querer pouco, se achar pouco.
Ter consciência das limitações pelo simples fato de querer superá-las: isso é humildade. Reconhecer o que não é exatamente “bom”.
Mais importante que isso é a valorização das capacidades que se tem. Não estou falando em supervalorizações. É questão de acreditar em si, saber que se é capaz. Saber o que se é. Voltamos às convicções; sem torná-las dogmas.
Foi isso que eu aprendi no meu dia. Aprendi quem eu sou.